Metaverso é perigoso? É um investimento viável para quem está começando no mercado financeiro?

Desde que Mark Zuckerberg anunciou a mudança de nome da empresa Facebook para Meta, em 2021, o assunto “metaverso” ganhou destaque na imprensa mundial e vem despertando a curiosidade de novos, experientes e futuros investidores.

De acordo com o empresário norte-americano, a mudança teve o objetivo de marcar a nova fase vivida pela corporação que, a partir de agora, se empenha em desenvolver o metaverso. O conceito é usado para definir um mundo virtual que, através de recursos tecnológicos, como a realidade aumentada, a realidade virtual e o blockchain, permite experiências personalizadas e coletivas.

Dentre estas experiências está a possibilidade de investir. Isto pode ser feito por meio de criptomoedas, tokens, fundos de índices (ETFs), ações de empresas de tecnologia que investem na área, NFTs e a compra e venda de terrenos virtuais.

Negociações no metaverso são realidade

Se, a princípio, a proposta parece “coisa para o futuro”, na verdade, ela já é uma realidade. Todas essas negociações existem e, mais do que isso, há pessoas ganhando dinheiro com elas.

Enquanto a Meta trabalha para aprimorar as relações no espaço virtual e consolidar o metaverso como uma extensão e evolução dos aplicativos digitais, as operações seguem acontecendo. Para se ter ideia, só as transações com NFTs movimentaram US$ 13,2 bilhões entre janeiro e setembro do ano passado, segundo dados do portal DappRadar.

As criptomoedas são outro exemplo. O mercado de numerários digitais tem vivido um processo de expansão, com a criação de novos ativos e o aumento da demanda. As operações são feitas através de uma gestora especializada na área. Na América Latina, a Hashdex é o principal nome.

Recentemente, a compra de um terreno virtual no metaverso Decentreland foi responsável por uma movimentação milionária. O Metaverse Group investiu 618 mil MANA, criptomoeda usada neste metaverso, para a compra do lote. O valor é o equivalente a U$ 2,5 milhões, algo em torno de R$ 12 milhões.

Para quem prefere modelos mais “tradicionais” de investimento, as ações das empresas de tecnologia também são uma opção no metaverso. Dentre as mais cobiçadas estão a do Facebook (FBOK34), da Roblox (R2BL34), da Nvidia (NVDA34) e da Unity (U2ST34).

Quem pode investir no metaverso?

Os interessados em investir no metaverso já podem fazê-lo. No entanto, é aconselhável avaliar algumas considerações a respeito dos ativos e dos próprios interesses do investidor.

A recomendação da Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima) é que, antes de realizar qualquer tipo de investimento, os riscos, a rentabilidade e a liquidez dos produtos sejam avaliados pelo investidor.

No caso dos ativos do metaverso, a rentabilidade tem sido alta, o que é um fator positivo. A baixa liquidez e o alto risco das operações são considerados aspectos negativos.

Dessa forma, investir no metaverso é uma opção indicada para quem tem um perfil arrojado e deseja se inteirar sobre a nova realidade. Por se tratar de experiências recentes e que ainda estão sendo aprimoradas, não é algo restrito aos investidores veteranos do mercado financeiro tradicional, sendo aberto também aos iniciantes.

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